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Austrália é 3º país mais procurado por brasileiros em intercâmbio.

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Uma pesquisa que acaba de ser divulgada pela Belta (Associação de Agências de Intercâmbio) aponta que a Austrália subiu para a terceira posição na lista de países mais procurados para intercâmbios. O estudo, chamado “Pesquisa Selo Belta”, tem base em dados colhidos de 1.925 estudantes brasileiros que tiveram ou têm interesse em uma experiência de estudos no exterior nos próximos meses, além de informações de 135 agências de intercâmbio.

 

Segundo o levantamento, houve mudança nos destinos mais procurados desde que a pesquisa anterior foi divulgada, em 2013. Se há 3 anos o “top 3” dos locais mais cobiçados pelos estudantes brasileiros era composto por Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, agora os dois primeiros países se mantém, mas o Reino Unido perdeu a posição para a Austrália – que antes ocupava o 5º lugar.

 

“A Austrália está cada vez mais no radar dos brasileiros, que optam por estudar no país levando em consideração diversos fatores que são extremamente vantajosos. O dólar australiano tem melhor conversão para o brasileiro que a moeda dos Estados Unidos e, se compararmos com o Canadá, o clima é mais agradável e parecido com o que encontramos no Brasil. Além disso, a Austrália permite que o estudante trabalhe legalmente”, enumera MaCson Queiroz JP, Diretor da M.Quality, empresa especializada em Assessoria em Imigração e Negócios para a Austrália.

 

Outros elementos que colocam a Austrália na cola dos Estados Unidos e do Canadá são a hospitalidade do povo australiano e a qualidade de vida no país. “Como boa parte do país é formada por imigrantes, o estudante brasileiro sente menos o choque cultural”, avalia. “E vale dizer que Melbourne, uma cidade bastante procurada por intercambistas, foi considerada, pela quinta vez consecutiva, a melhor cidade do mundo para se viver”, afirma MaCson, citando pesquisa realizada em 2015 pela revista The Economist.

 

Depois dos três favoritos, aparecem no ranking de 2016: Irlanda (4º), Reino Unido (5º), Nova Zelândia (6º), Malta (7º), África do Sul (8º), França (9º) e Espanha (10º). Os fatores que mais foram levados em conta na escolha dos países teriam sido custo de vida e moedas mais favoráveis pelo câmbio, além da possibilidade de trabalhar legalmente de forma paralela ao programa de estudos.

 

Motivos para um intercâmbio – Ainda de acordo com o estudo, as principais motivações entre os estudantes que fizeram intercâmbio foram investimento em uma formação internacional, realização do sonho de conhecer países e culturas diferentes, interesse em aprender ou se aprimorar em um idioma estrangeiro, anseio de ter vivência internacional e possibilidade de conciliação de estudo, trabalho e turismo. Segundo a pesquisa, o intercâmbio também é visto pelos estudantes como uma maneira de obter diferencial na carreira, consequentemente aumentando sua chance de empregabilidade.

 

O estudo indica ainda que o tempo médio de permanência dos estudantes brasileiros no exterior é de 1 a 3 meses (mesmo período apontado na pesquisa de 2013),  e que a faixa etária dos que procuram educação internacional mudou um pouco – de 18 a 30 anos no levantamento anterior contra de 22 a 24 anos agora. Em segundo lugar, aparece o grupo de 25 a 29 anos, em terceiro o de 18 a 21 anos e em quarto o de 15 a 17 anos. Em relação ao tipo de curso, os de idiomas ainda são o principal produto comercializado pelas agências de intercâmbio, seguidos de ensino médio (high school), cursos de férias para jovens e os de idiomas com trabalho temporário.

 

Visto australiano – Antes de se matricular em qualquer tipo de curso no exterior, é fundamental se informar sobre os procedimentos para a obtenção do visto, que é obrigatório para quem pretende estudar ou trabalhar em vários países no exterior e variam bastante de um país para outro. No caso da Austrália, embora o processo seja considerado mais simples se comparado com as exigências de outros destinos, ainda assim é importante recorrer ao suporte de uma agência imigratória experiente, que seja devidamente registrada junto ao governo australiano.

 

“Dessa forma, é possível evitar equívocos e contratempos que podem atrasar ou até mesmo inviabilizar a estada no exterior”, comenta MaCson Queiroz JP, que vive na Austrália há mais de 20 anos. “É fundamental obter informações sobre os pré-requisitos para tirar o visto, e contar com o apoio de profissionais que estejam baseados no país em questão”, complementa.

 

Ele explica que o principal o objetivo da agência é fazer com que o futuro estudante economize tempo, já que o processo é relativamente demorado e requer conhecimento da legislação australiana.

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