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Em viagem de volta ao mundo, casal percorre apenas 10% dos países em 15% do tempo previsto, mas não se preocupa.

Em viagem de volta ao mundo, casal percorre apenas 10% dos países em 15% do tempo previsto, mas não se preocupa. 5.00/5 (100.00%) 1 vote

Quando saíram de São Paulo dia 15 de novembro de 2015 dirigindo um Land Rover Defender 110, carinhosamente apelidado de Monstro, Mariana Beluco e Plácido Salles sabiam que estavam indo em direção a uma grande aventura. Prevista para durar 3 anos e meio, a viagem de volta ao mundo já percorreu cinco países em seis meses. “Agora, faltam apenas seis semestres e cerca de 60 países”, calcula Mariana. De acordo com o tempo de viagem e a quantidade de países prevista, foram percorridos cerca de 10% da quantidade de países prevista no roteiro inicial, sendo que o tempo de seis meses corresponde a cerca de 15% do tempo, mas isso não é um problema nos planos do casal. “Os países da América do Sul são muito grandes, e isso será compensado quando passarmos por países menores, como na Europa”, explica Mariana. “O roteiro também não é definitivo, e poderá sofrer mudanças, mas o mais importante é a aventura”, reforça Plácido.

 

O casal admite que, mesmo que a viagem não tenha chegado nem à metade, o aprendizado adquirido foi muito grande. “Aprendemos diariamente, pois estamos o tempo todo em contato com coisas novas e os desafios são constantes”, contam. Os dois confessam que buscam absorver o que há de bom e sempre buscar deixar algo positivo por onde passam. “As interações com as pessoas de cada lugar são muito ricas”.

 

Os pontos altos da viagem

Entre os principais momentos da viagem, o casal não hesita em destacar a natureza exuberante, que também é o melhor ambiente para eles. “Sempre preferimos estar na natureza, pois é o ambiente mais fácil de estar para nossa estrutura de vida”, contam. O casal, que prefere cozinhar ao ar livre e ficar em campings, aproveitou para se divertir nas cidades grandes mais recentes, como Santiago e Lima. “O que mais sentimos falta de cidades grandes é a facilidade de acesso a tudo”, destaca Plácido.

 

Quando se trata de sentir falta, os viajantes confessam que a saudade faz parte de uma viagem tão longa. “Sentimos falta de nossos amigos, de nossa rotina de trabalho, família, pão de queijo, açaí, bolo da mamãe, e de estar em casa num domingo preguiçoso”, conta Plácido. “Vira e mexe dá saudade de alguma dessas coisas”, confirma Mariana.

 

Os parceiros também relatam que o fato de estarem sempre juntos faz com que precisem se atentar às necessidades um do outro para não gerar conflitos. “E nossa sintonia aumentou muito, já estamos até lendo os pensamentos um do outro”. Ainda assim, eles destacam as amizades feitas ao longo dos dias. Além de conversarem com os moradores locais, fizeram muitos amigos e receberam visitas de amigos do Brasil. “Cruzamos com muita gente legal”, afirmam.

 

Desafios e dificuldades

Por fim, os viajantes relatam alguns “perrengues” que acabam trazendo mais histórias para a viagem. Entre as principais dificuldades, o casal relata a tempestade durante a noite, que atrapalhou o sono e os obrigou a desmontar acampamento e encontrar outro lugar. O mais difícil, no entanto, foi quando o carro quebrou perto de Lima. “Tivemos que trocar de guincho duas vezes para conseguir chegar ao mecânico”, relata o casal, que lembra que o ocorrido gerou um grande trânsito no local. “Paramos o trânsito bem no horário do rush”, conta Plácido.

 

Nos próximos meses, o casal deixará a América do Sul e seguirá rumo aos Estados Unidos. O trajeto que os levará da América do Norte à Europa será um dos poucos percorridos de avião. “A viagem está só começando”, conclui Mariana.

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